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O que é auto-aceitação?

O que é auto-aceitação?

Auto aceitação

A auto-aceitação é a base que nos permite crescer e avançar em direção ao bem-estar. O ponto de virada que nos leva a ver e olhar um para o outro, da humildade, a amar a nós mesmos como somos.

Conteúdo

  • 1 O que é auto-aceitação?
  • 2 Os rostos da rejeição
  • 3 Como incentivar a aceitação por nós mesmos?

O que é auto-aceitação?

Viver conscientemente pode ser complicado quando o que temos que enfrentar tem a ver conosco. Enfrentar o compêndio de que somos participantes sem nos iludir coloca em jogo o desafio da auto-aceitação.. Não é tão fácil tirar a roupa quando o espectador que observa é nós mesmos.

Aceitar a nós mesmos implica prejudicar todo julgamento para nos tratar com amor, abraçar nossas partes quebradas e reconhecer nosso valor.Significa desapegar-se das exigências, ideais, críticas e perfeição para nos amar como somos.

Albert Ellis, psicólogo da Emocional Rational Therapy (TRE), definiu a auto-aceitação assim: "Auto-aceitação significa que a pessoa se aceita plena e incondicionalmente, se ela se comporta ou não se comporta de maneira inteligente, correta ou competente, e se outros lhe concedem aprovação, respeito e amor".

Assim auto-aceitação implica encontrar paz interior e se livrar das barreiras psicológicas e sociais que nos impedem de fazê-lo. Como a rejeição por nossas características físicas ou traços de personalidade. Somos muito mais do que tudo isso, mesmo que custe que estejamos cientes disso.

Agora, aceitar a nós mesmos não implica nos apegar e não mudar, evoluir ou melhorar, muito pelo contrário. Como disse o grande psicólogo suíço Carl Gustav Jung o que aceitamos nos transforma, sendo a auto-aceitação, portanto, o passo anterior para a mudança. Porque se aceitarmos o que somos e o que sentimos em qualquer momento de nossa existência, nos permitimos estar cientes de nossas escolhas e ações, melhorando nosso desenvolvimento.

Os rostos da rejeição

Quando não nos aceitamos até certo ponto, não estamos nos dando permissão para nos vermos. É como se nos colocássemos diante de um espelho e ocultássemos parte de quem somos, porque não gostamos, sentimos vergonha ou não consideramos apropriado. Até nos maltratamos com comentários depreciativos e críticas destrutivas.

Outras vezes, rejeitar-nos implica que nos escondemos sob uma máscara fingindo ser outra pessoa ou que vivemos aguardando a aprovação de outras pessoas. Tendo como conseqüência nos escravizar a uma imagem que não é nossa que, com o tempo, gerará um desconforto que, por trás dela, esconde um vazio. Bem, outros não nos conhecem e tudo o que sentem é direcionado para aquele personagem que interpretamos.

Todos cometemos erros, temos peças que não se encaixam e feridas que custam a cura, mas É um erro guardar rancor porque não somos perfeitos. Vencer-nos por nossos fracassos e defeitos nos estagna em desconforto e nos bloqueia. Perdoar-nos nos liberta e nos permite começar a amar a nós mesmos incondicionalmente.

Como incentivar a aceitação por nós mesmos?

Perdoar as pessoas ao nosso redor pode ser complicado, mas quando se trata de nós mesmos, é ainda mais difícil. Como perdoar e aceitar a nós mesmos incondicionalmente e sem reservas?

O psicoterapeuta canadense Nathaniel Branden sugere que, para incentivar a auto-aceitação, dizemos a nós mesmos todas as manhãs a seguinte frase "Quaisquer que sejam meus defeitos ou imperfeições, eu me aceito sem reservas e completamente"Desta forma, podemos começar a acreditar.

É verdade que nossos medos, inseguranças e censuras não desaparecerão, mas, gritando com eles, nunca avançamos em nada. A questão é aceitá-los para nos conhecer e nos tratar com amor. Nossas imperfeições também têm sua beleza.

Somos muito maiores do que qualquer pensamento ou emoção isolada e reconhecê-los nos permitirá transcendê-los para que desapareçam gradualmente com o tempo.

Por outro lado, É importante cultivar um bom relacionamento com a incerteza com o objetivo de converter cada experiência em um novo aprendizado e não estamos presos em nossa zona de conforto. Também é importante abandonarmos esse vício de nos compararmos com os outros, pois é uma prática injusta, porque cada um de nós tem sua própria história.

Finalmente, não vamos esquecer que maltratar-nos não é a opção, mas olhar-nos com sinceridade para nos encontrar porque se praticarmos a auto-aceitação, nossa auto-estima será aprimorada e nos relacionaremos com nossa autenticidade com os outros. Livre de máscaras, censuras e medos.